Quantinuum mira IPO de US$ 14,3 bi mesmo com prejuízo pesado

A Quantinuum chega à Nasdaq com uma conta difícil de ignorar: receita de US$ 30,9 milhões em 2025, prejuízo líquido de US$ 192,6 milhões e uma avaliação pretendida perto de US$ 14,3 bilhões. A empresa de computação quântica controlada pela Honeywell deve precificar a oferta em 3 de junho, no horário da Costa Leste dos EUA, e estrear em 4 de junho sob o ticker QNT.

Os termos subiram em menos de uma semana. Em 26 de maio, a proposta indicava avaliação de cerca de US$ 12,7 bilhões, 21 milhões de ações a US$ 45-50 e captação máxima próxima de US$ 1,05 bilhão. Em 1º de junho, passou a 26,5 milhões de ações a US$ 53-55, com teto de US$ 1,46 bilhão. A demanda recebida pelos bancos foi muitas vezes maior que o volume disponível.

O que se compra não é o negócio atual, mas a aposta de que um computador quântico comercial e tolerante a falhas, o Apollo, chegará antes do fim da década. A Quantinuum usa íons aprisionados, destaca o System Model H2 e mira simulação química, aprendizado de máquina, criptografia, finanças e descoberta de fármacos. Depois do IPO, a Honeywell terá 49,1% dos votos, a Cambridge Quantum 32,5%, e a participação do fundador Ilyas Khan deve valer mais de US$ 2 bilhões.

Fontes:The Quantum Insider sobre a ampliação do IPO da Quantinuum; The Next Web sobre a meta de US$ 1,46 bilhão; Bloomberg sobre o IPO apoiado pela Honeywell; The Quantum Insider sobre o registro inicial; CocoLoop