Em 5 de fevereiro, a Anthropic lançou o Opus 4.6, cuja atualização central se chama Adaptive Thinking (Pensamento Adaptativo).
Antes vs. Agora
Antes, ao usar extended thinking, era necessário definir manualmente um orçamento — determinar se o modelo deveria pensar por 10 ou 30 segundos cabia exclusivamente ao desenvolvedor. Agora, o Opus 4.6 decide por conta própria:
- Perguntas simples → resposta imediata, sem desperdício de poder computacional
- Perguntas complexas → ativa automaticamente o modo de raciocínio profundo
- Recursos computacionais alocados conforme a necessidade
O princípio subjacente é que o modelo realiza uma avaliação de dificuldade no instante em que recebe o prompt e, em seguida, ajusta dinamicamente a profundidade do raciocínio. São oferecidos quatro níveis de ajuste manual (low/medium/high/max), com high como padrão.
Janela de contexto máxima
- Contexto: 1 milhão de tokens (beta)
- Saída máxima: 128K tokens
- Precisão de recuperação MRCR v2: 93% em contexto de 256K, ainda 76% ao chegar a 1 milhão
Para comparação, a confiabilidade de recuperação do Sonnet 4.5 no mesmo teste é de apenas um quarto a um nono da do Opus 4.6. A diferença é considerável.
Melhorias significativas em cenários de agente
| Benchmark | Pontuação |
|---|---|
| Terminal Bench | 59,8% → 65,4% |
| OSWorld | 66,3% → 72,7% |
Ambos os resultados superam GPT-5.2 e Gemini 3 Pro.
Outro recurso poderoso é a Compaction API — que comprime automaticamente o histórico da conversa no lado do servidor, teoricamente suportando conversas de comprimento infinito. Em cenários de agente que executam dezenas de rodadas de interação para concluir tarefas complexas de programação, essa capacidade determina diretamente a taxa de sucesso da tarefa.
Fontes de referência: Reportagem do The New Stack sobre Opus 4.6, CocoLoop, documentação oficial da Anthropic