Testes de invasão costumavam envolver especialistas humanos, ferramentas e relatórios longos. A Security mira outro tipo de atacante: agentes de IA autônomos que varrem, encadeiam falhas e procuram caminhos de entrada.
A empresa israelense saiu do stealth em 8 de junho com US$ 37 milhões em financiamento. A tese é direta: se atacantes usam agentes de IA, defensores precisam de agentes de IA que encontrem e fechem os caminhos primeiro.
Duas rodadas e uma lista forte de angels
O dinheiro veio em duas partes: seed de US$ 5 milhões liderado pela Cyberstarts, seguido cinco meses depois por uma rodada de US$ 32 milhões liderada por Lightspeed e Cyberstarts.
A lista de angels chama ainda mais atenção. Assaf Rappaport, CEO da Wiz, Yotam Segev, CEO da Cyera, e Merav Bahat, fundadora da Dazz, investiram pessoalmente. No setor de segurança em nuvem, operadores ativos não endossam uma equipe nova com o próprio dinheiro por acaso.
Caminhos de ataque, não listas de vulnerabilidades
A Security chama a ameaça de “weaponized AI”: agentes autônomos que industrializam o hacking. A plataforma roda agentes ofensivos e defensivos ao mesmo tempo.
- O lado ofensivo escaneia continuamente e conecta falhas isoladas em um caminho completo de ataque.
- O lado defensivo testa com limites, registra auditoria, verifica se a falha é explorável e ajusta proteções.
A proposta é substituir listas enormes de vulnerabilidades por um mapa do que realmente pode ser usado contra a empresa, junto com correção.
Por que agora
Atacantes podem automatizar varredura, tentativa e encadeamento com IA. Fluxos defensivos manuais não acompanham esse ritmo. A Security aposta que ataques automatizados vão exigir validação e reparo automatizados.
O teste real será ver se os agentes funcionam com segurança em produção e superam ferramentas criminosas. Por ora, a rodada mostra que investidores esperam uma mudança de humano contra humano para agente contra agente.
Fontes:relatos da SecurityWeek, GlobeNewswire e Calcalist / CTech sobre a A Security;CocoLoop